Quanto antes você descobrir… melhor!

Ouvi muito isso enquanto ajudava a Abrale, a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemeia, durante a campanha Movimento Contra o Linfoma. Mas é claro que isso não se aplica só ao Linfoma, ou só ao câncer, mas para qualquer tipo de doença, ou até mesmo qualquer fato que possa colocar sua saúde em risco. Não foi apenas uma vez em que ouvi histórias de pessoas que se machucaram (principalmente pé e tornozelo) e deixaram passar – aguentando a dor – para depois descobrir que haviam fraturado ou acontecido algo do gênero e que não tinha mais o que fazer se não eperar.

Que fique claro que também não precisa virar um louco paranóico achando que a picada de um pernilongo vai te fazer morrer… NÃO! Mas é ficar atento aos sinais que o corpo dá para os diferentes problemas que podemos ter. Por exemplo, para o linfoma não-hodgkin, os sintomas mais comuns são:

  • Aumento dos gânglios linfáticos, com mais frequência nos linfonodos do pescoço, virilha, axilas, acima da clavícula;
  • Aumento do volume do abdômen;
  • Sensação de plenitude depois de pouco se alimentar;
  • Dor no peito, falta de ar, tosse ou sensação de pressão;
  • Suor noturno;
  • Fadiga…

No meu caso, eu tive tosse! E pronto… levou alguns dias, mas o não desaparecimento do sintoma me fez buscar o pronto-atendimento… o resto vocês já sabem! E para aquele velho ditado “Quem procura, acha”, a melhor resposta é: Quantos antes você achar, melhor! Se decoberto precocemente, e encaminhado para o tratamento correto, as possibilidades de cura aumentam drasticamente. Os linfomas podem chegar até a 90% de chance de cura e as leucemias 83%! É nessa hora que o slogan da Abrale faz muito sentido: “100% de esforço onde houver 1% de chance”! Não desistir NUNCA!

Para os que venceram: parabéns, guerreiros!
Para os que estão lutando: força!
Para os que tem medo: vocês não estão sozinhos!

A batalha não é fácil, continuem em frente!

Abraços,
Gui Mori

As maravilhas da física

Quem nunca ouviu falar do efeito Doppler na época da escola em física? Vejam bem, Física, não educação física! Para quem não lembra, é aquele efeito quando uma onda é emitida ou refletida por um objeto que está em movimento com relação ao observador. O vídeo mostra exatamente o que é isso:

Para muitos, esse é apenas um dos temas que caiu no esquecimento, mas que ouvimos todos os dias no trânsito de São Paulo. Para outros (e provavelmente uma parecela muito pequena) pode ser fonte de inovação e criação. E esse é o caso do suéco Daniel Rapp. Depois de ler um paper sobre ondas sonoras que falava sobre implementar um sistema de detecção de movimento sem nenhum hardware especial (só uma caixa de som e um microfone) e não encontrar os códigos para realizar o experimento, ele tentou reproduzir o resultado na web. E não é que ele conseguiu algo interessante?

Usando a teoria do Efeito Doppler, o microfone e caixa de som do seu computador e desenvolvendo o código para isso em javascript, ele criou uma maneira de navegar pela página apenas movendo a mão. É importante que o notebook não esteja em um ambiente fechado com coisas em cima (como o meu que fica para trás do meu móvel), pois pode não funcionar direito! Mas funciona!


Funciona no Chrome, mas não no Firefox e vocês podem testar clicando aqui. Além de fazer esse teste com o rolamento da página, ele criou um Teremim, um dos primeiros instrumentos musicias completamente eletrônicos, controlado sem qualquer contato físico (segundo meu pai, muito famoso no filme de 1951, O Dia em que a Terra Parou). Já para os mais nerdinhos, o efeito doppler e o teremim aparecem no Big Bang Theory, em um dos episódios o Sheldon aparece fantasiado de efeito doppler e em outro episódio ele aparece tocando o instrumento.

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Abraços,
Gui Mori

Stresa – Itália

Aproveitando nosso tempo em Milão, decidimos pegar um trem da Trenitalia e visitar o Lago Maggiore, mais especificamente a pequena cidade de Stresa. A pequena comuna italiana tem 5.000 habitantes e fica 90km distante de Milão. A cidade funcionamente basicamente por conta do turismo. Apesar de o dia não estar muito bonito, dava para ver como a vista era muito bonita e como deve ser gostoso passar um tempo descansando lá (mas só para quem gosta de silencio e – muita – calmaria). A passagem para chegar lá, de primeira classe (chique no último, mas não é tanta coisa assim, é só o nome), foi de €9,00 por pessoa (ida e volta) e leva por volta de 55 minutos saindo da estação central de Milão.

A estação de trem fica 5/10 minutos caminhando da rua principal/margem do lago. Seguimos para lá com um nome de uma agência de turismo, mas, depois de “procurar” acabamos parando na primeira que apareceu. Apesar de pequena, a cidade tem várias agências e hotéis de tudo quanto é preço. Vimos alguns “mais para dentro” que eram mais simples, hostels e até hotéis bem chiques, como Regina Palace Hotel. A agência de turismo ficava logo na frente dele, e fomos atendido por uma senhorinha (que provavelmente viu a cidade ser fundada haha), mas super simpática! Por ser uma região movimentada pelo turismo, todos falam inglês.

★★★★ Hotel Regina Palace, Stresa, Itália

Existem alguns passeios diferentes para se fazer por lá. Alguns duram algumas horas, mas existem opções de alguns dias, passando por várias cidades diferentes, inclusive entrando na Suíça, com quem a Itália divide um pedaço do Lago. Fizemos um passeio que dura quase o dia todo, passando pelas três principais ilhas, as Ilhas Borromeas: Isola Madre, Isola dei Pescatori e Isola Bella. O passeio é livre, são barquinho (de diferentes companhias, você usa sempre a mesma) que ficam circulando entre elas de tempos em tempos.

Começamos pela Isola Madre, a maior das três, conhecida por seus jardins. Mantido muito bem até hoje, os jardins da ilha de 220m X 330m são lindos. É preciso pagar uma taxa para entrar, mas é bem gostoso passear pela azaléias, camélias etc. O que a gente pode perceber é que é um local que gente mais velha vai visitar, então puxamos (tirando algumas pessoas que estavam com filhos) a média da idade para baixo. Depois de uma bela caminha pela manhã, seguimos para a ilha da comilança!

A Isola dei Pescatori, ou Ilha dos Pescadores, é a única das três ilhas que é habitada. Tudo bem que são 32 habitantes, mas é habitada. A ilha tem 375m X 100m, com ruas que dão a volta por toda a extensão da ilha (e em alguns pontos tem que tomar cuidado, já que o vendo jogo algumas ondas na parede e molham quem tiver passando) e MUITOS restaurantes e lojinhas. A pedida é comer peixes recém pescados no lago (que escolhi sem dúvida, mas a Bru ficou longe, detesta peixe haha). Eram três peixes diferentes, um melhor que o outro preparados de jeitos diferentes. Depois de comer e caminhar um pouco (não que tenha muito por onde andar ali), seguimos com o barquinho.

A terceira e última, a Isola Bella, é a mais diferente. Em 1632, o Conde Vitaliano Borromeo começou a construção do palácio e o jardim ornamental (terminando em 1670). As paredes das salas na parte de baixo do palácio são de conchas, o que deixa o ambiente bem diferente. Mas, sem dúvida, o jardim é o mais legal! É bem diferente e bonito, não tem como descrever se não olhar para as fotos ou visitar a ilha!

Tinhamos planejado jantar em Stresa, mas o passeio acabou por volta das 17h/18h, e a cidade não tem muito o que fazer. O tempo fechou e começou a chover (infelizmente) e decidimos adiantar o nosso trem de volta para Milão. Na verdade, não conseguimos. Nos enfiamos no primeiro trem que apareceu e nos fingimos de bobo (já que era tudo Trenitalia mesmo). O cobrador olhou estranho, explicamos e ele falou que tudo bem. Ufa! haha

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Abraços,
Gui Mori

OpenMic Aceleratech

OpenMic

 

No fim do mês passado participei de um evento organizado pela Aceleratech aqui em São Paulo. Para quem não conhece, a Aceleratech é uma acelerado de startups de tecnologia, principalmente digital. O evento, que acontece uma vez por mês, tem por objetivo deixar um espaço abertos para pessoas que tenham uma startup/ideia/vontade ou simplesmente queiram conversar sobre empreendedorismo.

O OpenMic é apresentado pelo Pedro, um dos fundadores da aceleradora, junto com a Carol, responsável pelo Marketing. Não é nada formal (o que é muito bom), começando com uma apresentação sobre a Aceleratech, o que fazem, como participar etc; depois fazem um round de pitches de 1 minutos sobre os projetos que tiverem interesse (são 20 vagas geralmente) e, por último, uma “mentoria aberta”, onde todos podem conversar, tirar dúvidas, fazer networking etc, em que o Pedro está completamente disponível para ajudar no que for possível.

É uma boa oportunidade para todos que querem ou estão começando uma startup. O pessoal presente é muito engajado, rolaram vários feedbacks das ideias apresentadas, muita conversa e até uma cerveja diferente de um parceiro deles de Santa Catarina e que obviamente não lembro o nome.

Para saberem mais sobre o evento, participar e ter mais informações, cadastrem-se na newsletter da Aceleratech: http://bit.ly/newsace

Abraços,
Gui Mori

O fim está próximo…

… bom, pelo menos é o que parece! Ou pelo menos o banho de canequinha está chegando. Na semana passada foi a primeira vez que aqui no prédio o abastecimento foi cortado por tempo suficiente para acabar com o reservatório das caixas d’água. Pelo que estava escrito nos anúncios dos elevadores, temos capacidade de armazenar o suficiente para três dias de consumo dos 92 apartamentos, mas por alguns segundos, ao abrir a torneira, era possível fazer música com o ar que vinha pelo encamento.

Algumas horas mais tarde o abastecimento foi reestabelecido. Como era de se esperar, o começo da água veio suja, mas depois ficou normal. Em tempos de crise toda ajuda conta. Aqui já estamos armazenando a água (foi difícil encontrar baldes, aparentemente todos querem) da máquina de lavar roupa e do chuveiro enquanto a água esquenta. Essa água usamos para “puxar descarga”, lavar o chão etc. Mas será que todos estão fazendo isso? Já ouvi algumas pessoas falando que não mudaram os hábitos, e que não pretendem mudar. Meus banhos são curtos, mesmo depois de horas de treino e estar totalmente ensopado de suor, acabo levando entre 4-5 minutos para economizar o máximo de água (e já era assim desde antes da crise). Mas ainda tem quem tome seus banhos de beleza de 60+ minutos. E eu aqui, quase tendo que tomar banho de canequinha, como diria meu pai! Aah, se eu ainda fosse pequenininho para caber na pia! haha

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Abraços,
Gui Mori

Nada como se manter… desatualizado?!

Na linha do último post sobre a Apple e seu navegador (muito) ruim do iPhone, hoje fui acessar um portal do governo brasileiro para emitir um documento: quase tive um treco e caí da cadeira. Enquanto muitos dos programadores se matam para dar suporte às últimas (péssimas) versões do Internet Explorer, encontrei algo que faria qualquer ficar, no mínimo, maluco e precisaria ser internado de imediato.

Versão do Browser

Os navegadores RECOMENDADOS são o Internet Explorer 7.0 e o Firefox 2.0. Vamos começar pelo Firefox que vai dar menos dor de cabeça! Em primeiro lugar, ele já está na versão 35 desde 13 de Janeiro de 2015. Ok, vocês podem dizer que mudou rapidamente e que por isso subiu o número! Então olhem: a versão 2.0 foi lançada em Outubro de 2006! Fico imaginando que raios de computador (e de programadores) o governo brasileiro tem contratado! Provavelmente alguém tão velho quanto os dinossauros e que usa cartão perfurado. Mas olhando pelo lado bom (ou talvez, menos pior), eles dão suporte ao Firefox, não só IE.

Olhando para a versão do IE, também lançada em Outubro de 2006, podemos pensar: temos um portal do governo que não é atualizado desde 2006?! Detalhe para a observação sobre o “modo de compatibilidade”, é rir para não chorar! Vale lembrar que o Google é um bom parâmetro para saber que navegador os programadores deveriam suportar e a regra é bastante simples: N-1, onde N é a última versão oficial. Ou seja, até a penúltima versão deveria ser suportada. Desde Outubro de 2013 eles não suportam nem a versão 9 do IE, já que foi lançado o IE 11 nesse mês.

Mas o que isso tudo significa sem alguns números, certo? Então lá vai: segundo o W3Schools, em Janeiro/2015 o ranking dos navegadores era:

  1. Chrome: 61,9%
  2. Firefox: 23,4%
  3. IE: 7,8%
  4. Safari: 3,8%
  5. Opera: 1,6%
  6. Outros: 1.5%

Já quase ninguém utiliza o IE explorer, se olharmos do total, as pessoas que usam as versões 7 + 8 + 9 são aproximadamente 36% dos usuários de IE (e aqui deixo meus parabéns, pois são ótimos guerreiros e nunca desistem! Provavelmente trabalham no Governo brasileiro hahaha). E tem mais um ponto importante, se eles estão tão “atualizados” assim, não é a toa que praticamente nenhum site do governo funciona no mobile. Em uma época em que resolvemos praticamente toda nossa vida com esses aparelhos, já está mais do que na hora de repensar tudo isso.

Abraços,
Gui Mori