Em Breve – 3.0

Oi pessoal, tudo bom?

Já faz algum bom tempo que não atualizo, mas decidi trazer o blog de volta para lançar a versão 3.0 do Diário de um Carequinha. Muita coisa mudou nesse último ano e quero compartilhar minhas aventuras e desventuras, mas de um jeito um pouco mais divertido! Estou terminando de montar uma nova carinha para o DDUC e em breve vou disponibilizar para vocês, com conteúdos um pouco mais regulares, dicas e muito mais =)

Um abraço,
Gui Mori

Tecnologia… onde foi que erramos?

Nas últimas décadas a tecnologia acelerou draticamente tudo que temos na vida… os carros sairam de 75 Km/h com o ford T, para acelerarem mais de 435 Km/h, em rodovias onde os limites são de 120, e de que adianta? Todas as vezes que vemos que alguém acelerou mais do que deveria, um acidente acontece… vivemos tão acelerados que esquecemos de aproveitar os momentos.

Lembro quando meu pai chegou com o primeiro celular na década de 90 e a principal frase dele era: “liga somente em emergência porque a ligação é extremamente cara”. Alguns anos depois, resolviamos tudo por telefone, os gastos com isso diminuiram e ficou muito mais fácil. Em seguida, vieram os smartphones… um avança sensacional, poder fazer ligações de qualquer lugar do mundo, para qualquer outro pessoa utilizando imagem e som, com um aparelho pequeno. Mas a que custo? Ficamos de cabeça baixa, começamos a nos comunicar por texto via e, ao invés de olhar nos olhos um dos outros, esperamos os dois marcadores do whatsapp e que a pessoa responda… as vezes precisamos de uma resposta mais rápida e ao invés de ligarmos, ou irmos até a pessoa, simplesmente continuamos de cabeça baixa até ela responder. As interações cairam muito, ter centenas de amigos no facebook que quando apita te dão parabéns, mas que no fundo não fazem ideia de quem você é ou o que você faz.

Vejam abaixo uma lista de 5 vídeos inspiracionais que nos lembram o que fizemos de errado com a tecnologia:





Sabendo usar da maneira certa, a tecnologia pode ajudar em muitas coisas.. mas é preciso saber largar quando necessário. Ainda dá tempo =)

Abraços,
Gui Mori

Quanto antes você descobrir… melhor!

Ouvi muito isso enquanto ajudava a Abrale, a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemeia, durante a campanha Movimento Contra o Linfoma. Mas é claro que isso não se aplica só ao Linfoma, ou só ao câncer, mas para qualquer tipo de doença, ou até mesmo qualquer fato que possa colocar sua saúde em risco. Não foi apenas uma vez em que ouvi histórias de pessoas que se machucaram (principalmente pé e tornozelo) e deixaram passar – aguentando a dor – para depois descobrir que haviam fraturado ou acontecido algo do gênero e que não tinha mais o que fazer se não eperar.

Que fique claro que também não precisa virar um louco paranóico achando que a picada de um pernilongo vai te fazer morrer… NÃO! Mas é ficar atento aos sinais que o corpo dá para os diferentes problemas que podemos ter. Por exemplo, para o linfoma não-hodgkin, os sintomas mais comuns são:

  • Aumento dos gânglios linfáticos, com mais frequência nos linfonodos do pescoço, virilha, axilas, acima da clavícula;
  • Aumento do volume do abdômen;
  • Sensação de plenitude depois de pouco se alimentar;
  • Dor no peito, falta de ar, tosse ou sensação de pressão;
  • Suor noturno;
  • Fadiga…

No meu caso, eu tive tosse! E pronto… levou alguns dias, mas o não desaparecimento do sintoma me fez buscar o pronto-atendimento… o resto vocês já sabem! E para aquele velho ditado “Quem procura, acha”, a melhor resposta é: Quantos antes você achar, melhor! Se decoberto precocemente, e encaminhado para o tratamento correto, as possibilidades de cura aumentam drasticamente. Os linfomas podem chegar até a 90% de chance de cura e as leucemias 83%! É nessa hora que o slogan da Abrale faz muito sentido: “100% de esforço onde houver 1% de chance”! Não desistir NUNCA!

Para os que venceram: parabéns, guerreiros!
Para os que estão lutando: força!
Para os que tem medo: vocês não estão sozinhos!

A batalha não é fácil, continuem em frente!

Abraços,
Gui Mori

As maravilhas da física

Quem nunca ouviu falar do efeito Doppler na época da escola em física? Vejam bem, Física, não educação física! Para quem não lembra, é aquele efeito quando uma onda é emitida ou refletida por um objeto que está em movimento com relação ao observador. O vídeo mostra exatamente o que é isso:

Para muitos, esse é apenas um dos temas que caiu no esquecimento, mas que ouvimos todos os dias no trânsito de São Paulo. Para outros (e provavelmente uma parecela muito pequena) pode ser fonte de inovação e criação. E esse é o caso do suéco Daniel Rapp. Depois de ler um paper sobre ondas sonoras que falava sobre implementar um sistema de detecção de movimento sem nenhum hardware especial (só uma caixa de som e um microfone) e não encontrar os códigos para realizar o experimento, ele tentou reproduzir o resultado na web. E não é que ele conseguiu algo interessante?

Usando a teoria do Efeito Doppler, o microfone e caixa de som do seu computador e desenvolvendo o código para isso em javascript, ele criou uma maneira de navegar pela página apenas movendo a mão. É importante que o notebook não esteja em um ambiente fechado com coisas em cima (como o meu que fica para trás do meu móvel), pois pode não funcionar direito! Mas funciona!


Funciona no Chrome, mas não no Firefox e vocês podem testar clicando aqui. Além de fazer esse teste com o rolamento da página, ele criou um Teremim, um dos primeiros instrumentos musicias completamente eletrônicos, controlado sem qualquer contato físico (segundo meu pai, muito famoso no filme de 1951, O Dia em que a Terra Parou). Já para os mais nerdinhos, o efeito doppler e o teremim aparecem no Big Bang Theory, em um dos episódios o Sheldon aparece fantasiado de efeito doppler e em outro episódio ele aparece tocando o instrumento.

sheldon_bazinga_doppler_effect[1]

Abraços,
Gui Mori

O fim está próximo…

… bom, pelo menos é o que parece! Ou pelo menos o banho de canequinha está chegando. Na semana passada foi a primeira vez que aqui no prédio o abastecimento foi cortado por tempo suficiente para acabar com o reservatório das caixas d’água. Pelo que estava escrito nos anúncios dos elevadores, temos capacidade de armazenar o suficiente para três dias de consumo dos 92 apartamentos, mas por alguns segundos, ao abrir a torneira, era possível fazer música com o ar que vinha pelo encamento.

Algumas horas mais tarde o abastecimento foi reestabelecido. Como era de se esperar, o começo da água veio suja, mas depois ficou normal. Em tempos de crise toda ajuda conta. Aqui já estamos armazenando a água (foi difícil encontrar baldes, aparentemente todos querem) da máquina de lavar roupa e do chuveiro enquanto a água esquenta. Essa água usamos para “puxar descarga”, lavar o chão etc. Mas será que todos estão fazendo isso? Já ouvi algumas pessoas falando que não mudaram os hábitos, e que não pretendem mudar. Meus banhos são curtos, mesmo depois de horas de treino e estar totalmente ensopado de suor, acabo levando entre 4-5 minutos para economizar o máximo de água (e já era assim desde antes da crise). Mas ainda tem quem tome seus banhos de beleza de 60+ minutos. E eu aqui, quase tendo que tomar banho de canequinha, como diria meu pai! Aah, se eu ainda fosse pequenininho para caber na pia! haha

baby-bath-sink_44183_600x450[1]

Abraços,
Gui Mori

-webkit-transform e a eterna batalha com o iPhone

Desde Dezembro estou ajudando a Bru a desenvolver um novo negócio, o Dicaria, um site de avaliação de produtos. Em breve colocarei mais informações, mas agora vou leventar outros problemas e compartilhar um pouco do sofrimente que tive com o desenvolvimento para mobile, exclusivamente para iPhone utilizando o navegador Safari. Especificamente na parte de CSS e animação, demorei para descobrir porque o site abria em todos os navegadores, exceto no Safari e somente para iPhone (nos iPads funcionavam normalmente).

Como não tenho nenhum aparelho iChatinho, tive que utilizar o BrowserStack para conseguir fazer os teste, junto com o JSFiddle. Depois de vários teste, e algumas boas horas de stress, descobri que o problema está na falta de capacidade do aparelho em processar algumas poucas animações (no caso estava animando o tamanho da fonte + posição + rotação). Fiz pensando em minimizar ao máximo os recursos, usando css que é mais leve, mas também deixando uma boa usabilidade. Mas é incrível como a maçã mordida atrapalha a nossa vida (como se já não bastasse o Internet Explorer).

O que tive que fazer foi trocar meus keyframes que usavam mais ou menos o seguinte padrão:

-webkit-transform: rotate(180deg);
font-size: 0em;
left: 26px;
top: 29px;

para animar apenas a rotação e transparência (o que tira um pouco o tchans da trasnformação, mas pelo menos resolveu o problema).

-webkit-transform: rotate(180deg);
opacity: 0;

Em resumo, evitem muitas animações com keyframes no iPhone, já que ele tem muitas limitações nesse sentido e evitem maiores dores de cabeça como as que eu tive.

Abraços,
Gui Mori